O URBACT responde às suas perguntas sobre o concurso para Redes de Ação

Edited on 10/04/2026

O concurso para as Redes está aberto, 17 de março até 17 de junho de 2026: urbact.eu/get.involved

Tem dúvidas sobre o novo concurso para redes? O Secretariado do URBACT tem as respostas!

Já ouviu dizer que o URBACT tem um novo tipo de concurso para apresentação de candidaturas para redes? Aberto até 17 de junho de 2026, o concurso para apresentação de candidaturas para Redes de Ação (AN) convida as cidades e vilas de toda a Europa a estabelecerem parcerias e a transformarem estratégias existentes em resultados locais concretos. 

Quer saber mais? Deixe-nos informá-lo sobre esta nova oportunidade e esclarecer quaisquer dúvidas que possa ter antes de enviar a sua candidatura.

 

Transformar estratégias em ações concretas

 

Para as cidades que já dispõem de estratégias ou projetos, as Redes de Ação URBACT irão ajudá-las a «pôr em prática» esses planos entre 1 de novembro de 2026 e 30 de abril de 2029. 

 Como parte de uma rede, cada cidade compromete-se a aperfeiçoar, implementar e monitorizar ações concretas, dando resposta a desafios locais claramente identificados, através da colaboração transnacional e do intercâmbio de conhecimentos. Com um orçamento específico à sua disposição, cada cidade parceira pode lançar ações locais específicas, testar soluções no terreno e aperfeiçoá-las em tempo real — colmatando a lacuna entre a visão e a mudança tangível.

O que é que as cidades parceiras podem esperar em cada fase do percurso da Rede de Ação URBACT?

 

A jornada «em ação»

 

A jornada da Rede de Ação URBACT divide-se em três fases distintas, começando por uma fase inicial crucial — na qual as parcerias são aperfeiçoadas, as ambições alinhadas e é definido um Roteiro específico para a Rede. É também nesta altura que as cidades se reúnem pela primeira vez na reunião “Preparados para a Ação”, (Ready for Action), definindo o tom para a jornada que se avizinha.

O que se segue constitui o cerne do programa: uma fase prática impulsionada pelo intercâmbio transnacional, pela aprendizagem entre pares e pela experimentação no terreno. As cidades organizam workshops práticos locais, conhecidos no URBACT como Laboratórios de Ação (Action Labs), para testar e implementar ações no terreno. Paralelamente, os municípios trabalham com as partes interessadas locais através dos Grupos Locais URBACT, grupos locais dedicados que ajudam a cocriar e a apoiar a execução. Em conjunto, estas atividades conduzem a resultados concretos, registados num Portfólio de Ações para cada parceiro e num «Manual de Ações» ao nível da rede. O manual reúne as principais lições, abordagens testadas e conclusões práticas da parceria.

A jornada encerra-se com um final voltado para o futuro. Na sua reta final, cada rede apresenta as suas conquistas, partilhando resultados e lições aprendidas — transformando a experimentação num impacto duradouro e preparando o terreno para o que está para vir.

Por esta altura, talvez já se esteja a perguntar o que é que isto significa para a sua cidade. Quem pode candidatar-se? Que tipo de ações são adequadas? E o que implicaria, na prática, aderir a uma Rede de Ação? Vamos abordar essas questões uma a uma.

 

Quem pode candidatar-se? 

 

Cada rede reúne seis parceiros provenientes de Estados-Membros da UE e de Estados parceiros (Noruega, Suíça, Albânia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia, Ucrânia ou Moldávia), sendo que pelo menos metade deve ser proveniente de Estados-Membros da UE.

Os parceiros principais são cidades e organismos públicos, com a possibilidade de incluir também parceiros que não sejam cidades. Não existe um limite mínimo de população, pelo que as cidades, ou vilas,  mais pequenas também fazem parte integrante do projeto.

 

Qual deve ser a extensão de uma proposta de projeto?

 

As Redes de Ação destinam-se a cidades ou vilas que já dispõem de uma estratégia, de um quadro político ou de um plano de ação. As candidaturas mais sólidas terão um ponto de partida claro, mesmo que faltem alguns detalhes. A partir daí, o foco reside na escolha de um conjunto de ações realistas, na sua implementação ao longo do percurso da rede e na aprendizagem com o processo, em conjunto com as partes interessadas locais e as cidades parceiras.

 

Que tipo de ações podem ser implementadas no âmbito das Redes de Ação? 

 

Eis alguns exemplos, aos quais pode acrescentar os seus:

  • As cidades podem testar serviços, ou ferramentas operacionais, concebidos para dar resposta a um desafio urbano específico, como uma plataforma digital para a comunicação de problemas pelos cidadãos ou para a resolução de problemas nos bairros.

  • As ações podem centrar-se na melhoria da forma como as instituições e as partes interessadas colaboram na implementação de políticas urbanas, como a criação de um grupo de trabalho interdepartamental no âmbito do município para coordenar medidas de adaptação às alterações climáticas.

  • As cidades podem testar intervenções urbanas temporárias que lhes permitam observar mudanças de comportamento, ou avaliar soluções espaciais, antes de tomarem decisões a longo prazo, por exemplo, através da implementação de medidas temporárias como a criação de zonas pedonais ou de moderação do tráfego em ruas selecionadas.

  • As cidades podem implementar ações destinadas a reforçar a participação dos cidadãos e o envolvimento das partes interessadas na execução das políticas, como a implementação de novos mecanismos de orçamento participativo para pequenos projetos locais.

  • Algumas ações podem centrar-se no desenvolvimento de novas capacidades, ferramentas ou práticas no âmbito da administração local ou do ecossistema de partes interessadas; por exemplo, a implementação de novas abordagens de contratação pública que apoiem objetivos sociais ou ambientais.

  • As ações podem também centrar-se na adaptação e no teste de soluções identificadas no âmbito da rede, como a implementação de uma iniciativa energética comunitária inspirada noutro parceiro da rede.

 

E quanto ao financiamento? 

 

Cada rede terá até 1 000 000 de euros para atividades da rede (o maior orçamento por rede na história do URBACT!), dos quais 50 % devem ser destinados à implementação de ações locais. Além disso, cada rede aprovada deverá receber um orçamento específico para consultoria no valor de 127 500 euros, que pode financiar a contribuição peritos em matéria de metodologia, atividades de aprendizagem, envolvimento das partes interessadas e execução.

 

Que outros tipos de apoio receberão os parceiros da rede?

 

As Redes de Ação não se limitam a disponibilizar recursos para testar ações no terreno. As cidades beneficiam também de apoio ao longo de todo o percurso. Este apoio será prestado a nível do programa (pelo Secretariado do URBACT), mas também pelos Pontos Nacionais URBACT (NUP), a par do reforço de capacitação, da orientação especializada e da aprendizagem entre pares em toda a comunidade URBACT. 

Um momento-chave terá lugar na Universidade de Verão URBACT de 2027, onde toda a comunidade das Redes de Ação se reunirá para aprender em conjunto sobre a participação, de modo a fortalecer o processo de cocriação com os Grupos Locais URBACT. 

O apoio assumirá também a forma de uma melhoria da comunicação e da visibilidade a nível Europeu. O próprio percurso da rede é notável, e o seu impacto só pode ser amplificado se for devidamente divulgado. Todas as redes URBACT beneficiam de uma página web dedicada para divulgar boas práticas, estudos de caso, recomendações ou relatórios a um público externo às cidades beneficiárias. Neste sentido, a página web da rede funciona como um «cartão de visita». 

 

O URBACT é um participante regular e significativo em eventos europeus e mundiais sobre desenvolvimento urbano integrado (por exemplo, Semana Europeia das Regiões e Cidades (EU Week of Regions and Citiese), Semana Verde da EU (EU Green Week), etc.). Estes eventos proporcionarão plataformas para promover as atividades e os resultados das redes.

 

3, 2, 1… está pronto para se candidatar?

 

Em suma, as Redes de Ação URBACT permitem que as cidades transformem a ambição em ação, recorrendo ao comprovado Método URBACT. Esta abordagem participativa de cocriação e integrada garante também a sustentabilidade dos resultados, ao mesmo tempo que constrói uma comunidade de pares com ideais comuns em toda a Europa.

Estamos ansiosos por ver a sua cidade entrar em ação! Envie a sua proposta de projeto e encontre os seus parceiros até 17 de junho de 2026 (até às 15h00 CEST) utilizando a Ferramenta de Pesquisa de Parceiros. Obtenha dicas sobre como encontrar parceiros e criar uma excelente parceria no guia de candidaturas.

Veja a gravação da nossa sessão informativa online sobre o concurso para obter mais informações e fique atento a futuras sessões informativas (a nível geral e nacional). Aqui estão algumas sessões a que deve prestar atenção:

12 de maio de 2026, das 10h00 às 11h00 CEST: Intercâmbio e aprendizagem ao longo do percurso da rede

27 de maio de 2026, das 10h00 às 11h00 CEST: É hora de enviar a sua candidatura: aspetos técnicos & resolução de problemas (para potenciais Parceiros Líder)

29 de maio de 2026, das 10h00 às 11h30 CEST: Como redigir boas candidaturas utilizando técnicas de storytelling

9 de junho de 2026, das 10h00 às 11h00 CEST: Resolução final de problemas (para candidatos a Parceiros Líder)

 

Traduzido do original em inglês da autoria de Nora Kebel submetido em 08/04/2026

Submitted by on 10/04/2026
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Maria José Efigénio

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